Entenda o que é lombalgia e os direitos relacionados ao INSS

O que é Lombalgia?

A lombalgia é designada como dor na coluna lombar, na parte mais baixa da coluna considerado como um distúrbio comum do sistema músculo-esquelético que envolve os músculos, nervos e ossos das costas e que causa dor na região lombar, variando de leve a incapacitante. As patologias da coluna cervical, além de provocarem dores locais, podem comprometer os membros superiores, levando à hipotonia muscular, alterações dos reflexos ou da sensibilidade e dor.

lombalgia sintomas

As queixas mais frequentemente relacionadas à coluna lombar são a dor (dor lombar, dor nas costas, dor nos rins ou dor nos quartos), a deformidade e a incapacidade funcional. A dor é a queixa mais frequente e deve ser caracterizada pela sua localização, tipo (pontada, facada, alfinetada, peso, queimação), extensão, irradiação, fatores de melhora e piora, fenômenos concomitantes, horário de aparecimento e duração. A dor ciática é definida pela sua disseminação ao longo dos dermátomos dos nervos espinhais e é frequentemente acompanhada de déficit motor ou sensitivo consonante às raízes nervosas afetadas. Pode irradiar-se para a face posterior da coxa e tende a piorar durante o dia, particularmente com o aumento da carga. Em casos mais graves, pode apresentar irradiação distal até a perna e o pé. Quanto ao tempo de evolução, caso as dores se estendam por mais de 3 meses caracteriza-se como lombalgia cronica.

Na lombalgia mecânica (a forma mais prevalente), na maioria dos casos, se limita à região lombar e nádegas. Raramente se irradia para as coxas. Pode aparecer repentinamente pela manhã e apresentar-se seguida de escoliose antálgica.

Com o envelhecimento ocorrem alterações degenerativas normais na coluna vertebral lombar,
que podem confundir o quadro diagnóstico. Alterações de degeneração da coluna vertebral podem ser observadas nas radiografias. Assim a pericia do INSS considera essas alterações radiográficas sem muito significado clínico, não refletindo um diagnostico coerente.

DOR LOMBAR BAIXA

dor lombar (dor lombar lado direito ou dor lombar lado esquerdo) constitui uma causa frequente de morbidade e incapacidade, sendo sobrepujada apenas pela cefaleia na escala dos distúrbios dolorosos que afetam o ser humano. No entanto, quando do atendimento primário por médicos não-especialistas, para apenas 15% das lombalgias e lombociatalgias, se encontra uma causa específica.

Incontáveis circunstâncias colaboram para a provocação e agudização das síndromes dolorosas lombares
(nem todas com clara corroboração de relação causal), tais como: psicossociais, insatisfação laboral,
obesidade, hábito de fumar, grau de escolaridade, realização de trabalhos pesados, sedentarismo, síndromes depressivas, litígios trabalhistas, fatores genéticos e antropológicos, hábitos posturais, alterações climáticas, modificações de pressão atmosférica e temperatura. Condições emocionais podem levar à dor lombar ou agravar as queixas resultantes de outras causas orgânicas preexistentes.
Inúmeros estudos clínicos indicam que a dor psicossomática pode ser detectada em indivíduos que apresentem sensibilidade dolorosa superficial ou de distribuição não anatômica, com queixa de dor vaga, imprecisa, um dia num lugar, outro dia em outro, com irradiação para o peito, coluna dorsal, abdome e dramatização do quadro clínico.

O episódio doloroso tem duração média de 3 a 4 dias. Após esse tempo, o individuo pode voltar à completa normalidade, com ou sem tratamento.
A dor com o movimento do corpo ao longo do dia, ou desencadeada por longos períodos de permanência em pé, pode ser devida a alterações mecânicas ou degenerativas.

Entenda a lombalgia CID m545

Movimentos que provocam a dor lombar:
a. Levantamento da perna esticada acima de 30 graus. A partir desta angulação, o nervo ciático passa
a ser estirado e com a dorsiflexão do pé, intensifica o quadro álgico.
b. Levantamento da coxa em 90 graus com o joelho em flexão de 90 graus provocará dor quando for feita
a extensão do joelho.
c. Pressionar o abdômen e tossir, provoca dor lombar .
d. A compressão lombar deitado, num plano horizontal, de barriga para baixo, com a cabeça virada para um dos lados pode aliviar a dor.

lombalgia tratamento

Estudos clínicos aleatorizados demonstram que o repouso é eficaz em alguns casos , tanto nas lombalgias, como nas lombociatalgias e dor ciáticas. Ele não pode ser muito prolongado, pois a inatividade tem também a sua ação deletéria sobre o aparelho locomotor. Assim que a atividade e a deambulação forem possíveis, o tempo de repouso pode ser encurtado e o paciente deve ser estimulado a retornar às suas atividades habituais caso tenha se recuperado totalmente. Porem a pericia do INSS tem aconselhado o retorno ao trabalho antes da recuperação total o que tem gerado maior taxas de recursos e ações judiciais devido a impossibilidade do segurado exercer suas atividades pois ainda permanece incapacitado pelas impossibilitando-o de realizar os movimentos causadores da dor ciática.

lombalgia quantos dias de repouso
O repouso, em média, deve ser de 3 a 4 dias e, no máximo, de 5 a 6 dias. Após esse período deve-se seguir as orientações medica.

Diversos estudos clínicos demonstram que o tratamento cirúrgico da hérnia de disco está indicado nos casos com déficit neurológico grave agudo (menos de 3 semanas), com ou sem dor; na lombociatalgia hiperálgica e, nas outras de menor intensidade, apenas para os pacientes que não melhoram após 90 dias de adequado tratamento clínico.

A hernia de disco tem cura?

A escolha de tratamento cirúrgico é mais comum na hernia de disco cervical, já a hernia de disco lombar em geral reverte com o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, alem de repouso e e sessões de fisioterapia e acupuntura, assim torna-se imprescindível que o paciente se mantenha afastado de sua atividade ate sua recuperação total o que na maioria dos casos não acontece pois a pericia do INSS em seu histórico tem cessado os benefícios antes da total recuperação do segurado agravando assim o quadro da doença restando ao segurado valer-se da via judicial para que seus direitos sejam garantidos.

Na síndrome da cauda equina (alteração de esfíncter, potência sexual e paresia dos membros inferiores) a cirurgia da hernia de disco está indicada em caráter emergencial, como também nas lombalgias infecciosas (espondilodiscites) com evolução desfavorável.

lombalgia exercícios

Os meios físicos de tratamento lombalgia fisioterapia (frio e calor nas diversas modalidades) são meros coadjuvantes no processo de reabilitação. Não atuam sobre as causas e sobre a história natural das síndromes dolorosas lombares. Os exercícios aeróbicos e de fortalecimento da musculatura paravertebral são comprovadamente eficazes.
A educação e o esclarecimento dos pacientes são fundamentais para a sua reabilitação. Estudos demonstram evidências de que os exercícios físicos como Pilates, exercícios de yôga e academia têm, a curto prazo, melhores resultados que as outras formas de tratamento.

lombalgia cid m545 aposenta?

A Lombalgia é a dor mais comum de aposentadorias por invalidez, no entanto é comum a negativa via requerimento no INSS, nos casos em que a autarquia contrariar as ordens medicas, é aconselhável que o trabalhador procure um advogado especialista para que este tome as providencias cabíveis.

Considerando o histórico conhecido nesses casos, recomendamos que o segurado recorra da decisão por meio de ação judicial. Principalmente, por contar com a análise de especialista durante a nova perícia, garantindo mais precisão. Se obtiver decisão favorável, o segurado receberá os valores retroativos a partir da data em que o benefício foi agendado no INSS.
  
CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS – CID 10 RELACIONADAS À ORTOPEDIA

S12.0 Fratura da primeira vértebra cervical
S12.1 Fratura da segunda vértebra cervical
S12.2 Fratura de outras vértebras cervicais especificadas
S12.7 Fraturas múltiplas da coluna cervical
S12.8 Fratura de outras partes do pescoço
S12.9 Fratura do pescoço, parte não especificada
S13.0 Ruptura traumática de disco intervertebral cervical
S13.1 Luxação de vértebra cervical
S13.4 Distensão e entorse da coluna cervical
S22.2 Fratura do esterno
S22.3 Fratura da costela
S23.1 Luxação de vértebra torácica
S32.0 Fratura de vértebra lombar
S32.1 Fratura do sacro
S32.2 Fratura do cóccix
S32.3 Fratura do ílio
S33.0 Ruptura traumática do disco intervertebral lombar
S33.1 Luxação de vértebra lombar
S33.2 Luxação das articulações sacroilíaca e sacrococcígea
S33.4 Ruptura traumática de sínfise púbica
S40.0 Contusão do ombro e do braço
S22.0 Fratura de vértebra torácica
S32.4 Fratura do acetábulo
S32.5 Fratura do púbis
S32.7 Fraturas múltiplas da coluna lombar e da pelve
S42.0 Fratura da clavícula
166S42.1 Fratura da omoplata (escápula)
S42.2 Fratura da extremidade superior do úmero
S42.3 Fratura da diáfise do úmero
S42.4 Fratura da extremidade inferior do úmero
S43.0 Luxação da articulação do ombro
S43.1 Luxação da articulação acromioclavicular
S43.2 Luxação da articulação esternoclavicular
S43.4 Entorse e distensão de articulação do ombro
S43.5 Entorse e distensão da articulação acromioclavicular
S43.6 Entorse e distensão da articulação esternoclavicular
S44.0 Traumatismo do nervo cubital (ulnar) ao nível do braço
S44.1 Traumatismo do nervo mediano ao nível do braço
S44.2 Traumatismo do nervo radial ao nível do braço
S44.3 Traumatismo do nervo axilar
S44.4 Traumatismo do nervo musculocutâneo
S44.7 Traumatismo de múltiplos nervos ao nível do ombro e do braço
S46.0 Traumatismo do tendão do manguito rotador do ombro
S46.1 Traumatismo do músculo e tendão da cabeça longa do bíceps
S46.2 Traumatismo do músculo e tendão de outras partes do bíceps
S46.3 Traumatismo do músculo e tendão do tríceps
S48.0 Amputação traumática da articulação do ombro
S48.1 Amputação traumática de localização entre o ombro e o cotovelo
S50.0 Contusão do cotovelo
S50.1 Contusão de outras partes e de partes não especificadas do antebraço
S52.0 Fratura da extremidade superior do cúbito (ulna)
S52.1 Fratura da extremidade superior do rádio
S52.2 Fratura da diáfise do cúbito (ulna)
S52.3 Fratura da diáfise do rádio
S52.4 Fratura das diáfises do rádio e do cúbito (ulna)
S52.5 Fratura da extremidade distal do rádio
S52.6 Fratura da extremidade distal do rádio e do cúbito (ulna)
S42.7 Fraturas múltiplas da clavícula, da omoplata (escápula) e do úmero
S53.1 Luxação do cotovelo, não especificada
S53.2 Ruptura traumática do ligamento colateral do rádio
S53.3 Ruptura traumática do ligamento colateral do cúbito (ulna)
S53.4 Entorse e distensão do cotovelo
S54.0 Traumatismo do nervo cubital (ulnar) ao nível do antebraço
S54.1 Traumatismo do nervo mediano ao nível do antebraço
S54.2 Traumatismo do nervo radial ao nível do antebraço
S54.7 Traumatismo de múltiplos nervos ao nível do antebraço
S56.3 antebraço
S58.0 Amputação traumática ao nível do cotovelo
S58.1 Amputação traumática do antebraço entre o cotovelo e o punho
S58.9 Amputação traumática do antebraço, nível não especificado
S60.0 Contusão de dedo (s) sem lesão da unha
S60.1 Contusão de dedo (s) com lesão da unha
S62.0 Fratura do osso navicular (escafóide) da mão
S62.1 Fratura de outro(s) osso(s) do carpo
S62.2 Fratura do primeiro metacarpiano
S62.3 Fratura de outros ossos do metacarpo
S62.4 Fraturas múltiplas de ossos metacarpianos
S62.5 Fratura do polegar
S62.6 Fratura de outros dedos
S62.7 Fraturas múltiplas de dedo(s)
S63.0 Luxação do punho
S63.1 Luxação de dedo
168S63.2 Luxações múltiplas dos dedos
S63.3 Ruptura traumática de ligamento(s) do punho e do carpo
S63.5 Entorse e distensão do punho
S63.6 Entorse e distensão do(s) dedo(s)

S64.3 Traumatismo do nervo digital do polegar
S64.4 Traumatismo do nervo digital de outro dedo
S64.7 Traumatismo de múltiplos nervos ao nível do punho e da mão                 
S68.1 Amputação traumática de um outro dedo apenas
S68.2 Amputação traumática de 2 ou mais dedos somente
S68.3 da mão
S68.4 Amputação traumática da mão ao nível do punho S70.0 Contusão do quadril
S70.1 Contusão da coxa
S72.0 Fratura do colo do fêmur
S72.1 Fratura pertrocantérica
S72.2 Fratura subtrocantérica S72.3 Fratura da diáfise do fêmur
S72.4 Fratura da extremidade distal do fêmur
S72.7 Fraturas múltiplas do fêmur
S74.0 Traumatismo do nervo ciático ao nível do quadril e da coxa
S74.1 Traumatismo do nervo femoral ao nível do quadril e da coxa
S74.2 Traumatismo do nervo sensitivo cutâneo ao nível do quadril e da coxa
S74.7 Traumatismo de nervos múltiplos ao nível do quadril e da coxa
S76.0 Traumatismo do músculo e do tendão do quadril
S76.1 Traumatismo do músculo e do tendão do quadríceps
S76.2 Traumatismo do músculo e do tendão do adutor da coxa
S78.0 Amputação traumática na articulação do quadril
S78.1 Amputação traumática localizada entre o joelho e o quadril
S78.9 Amputação traumática do quadril e coxa nível não especificado
S80.0 Contusão do joelho
S82.0 Fratura da rótula (patela)
S82.1 Fratura da extremidade proximal da tíbia
S82.2 Fratura da diáfise da tíbia
S82.3 Fratura da extremidade distal da tíbia
S82.4 Fratura do perôneo (fíbula)
S82.5 Fratura do maléolo medial
S82.6 Fratura do maléolo lateral
S82.7 Fraturas múltiplas da perna
S83.2 Ruptura do menisco
S83.3 Ruptura atual da cartilagem da articulação do joelho
S83.7 Traumatismo de estruturas múltiplas do joelho
S84.0 Traumatismo do nervo tibial ao nível da perna
S84.1 Traumatismo do nervo peroneal ao nível da perna
S84.7 Traumatismo de múltiplos nervos ao nível da perna
S83.0 Luxação da rótula (patela)
S83.1 Luxação do joelho
170S86.0 Traumatismo do tendão de Aquiles
S88 Amputação traumática da perna
S88.0 Amputação traumática ao nível do joelho
S88.1 Amputação traumática entre o joelho e o tornozelo
S92.0 Fratura do calcâneo 60 120
S92.1 Fratura do astrágalo 60 120
S92.2 Fratura de outros ossos do tarso
S92.3 Fratura de ossos do metatarso
S92.4 Fratura do hálux
S92.5 Fratura de outro artelho
S92.7 Fraturas múltiplas do pé
S93.0 Luxação da articulação do tornozelo
S93.1 Luxação do(s) artelho(s)
S93.2 Ruptura de ligamentos ao nível do tornozelo e do pé
S93.4 Entorse e distensão do tornozelo
S93.5 Entorse e distensão do(s) artelho(s)
S94.0 Traumatismo do nervo plantar externo (lateral)
S94.1 Traumatismo do nervo plantar interno (medial)
S94.7 Traumatismo de múltiplos nervos ao nível do tornozelo e do pé
S96 Traumatismo de músculo e tendão ao nível do tornozelo e do pé
S98.0 Amputação traumática do pé ao nível do tornozelo
S98.1 Amputação traumática de apenas um artelho
S98.2 Amputação traumática de 2 ou mais artelhos
S98.3 Amputação traumática de outras partes do pé
171T02.2 Fraturas envolvendo regiões múltiplas de um membro superior
T02.4 Fraturas envolvendo regiões múltiplas de ambos os membros superiores
T02.5 Fraturas envolvendo regiões múltiplas de ambos os membros inferiores
T05.1 Amputação traumática de uma mão e de outro braço (qualquer nível exceto mão)
T05.3 Amputação traumática de ambos os pés
T05.4 Amputação traumática de um pé e outra perna (qualquer nível exceto pé)
T05.5 Amputação traumática de ambas as pernas (qualquer nível)
T79.6 Isquemia muscular traumática
T87.3 Neuroma de coto de amputação
T87.4 Infecção de coto de amputação
T87.5 Necrose de coto de amputação
T91.1 Sequelas de fratura de coluna vertebral
T92.1 Sequelas de fratura do braço
T92.2 Sequelas de fraturas ao nível do punho e da mão
T92.3 Sequelas de luxação, entorse e distensão do membro superior
T92.4 Sequelas de traumatismo de nervo de membro superior

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